Sábado, Maio 28, 2005


Estamos indo para a praia agora, antes tarde do que nunca!
Pra quem fica, um pedacinho de música que eu adoro dançar com letra que eu adoro viver...

"Hoje, a felicidade bate
em minha porta
Hoje, a alegria é de quem vai
e depois volta
Hoje é o dia perfeito
pra fazer tudo direito
O dia perfeito!

Se eu não pensar assim
Quem vai pensar por mim?"

(Um Dia Perfeito - Falamansa)

Ana Carol - 7:26 PM

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Quinta-feira, Maio 26, 2005


Paz e o Dinossauro Barney - O Didatismo em Programas Infantis do Discovery Kids

1. Escrever para crianças
Escrever literatura infantil não é fácil. São obras feitas para crianças, mas escritas por adultos, que se vêem presos em limitações de linguagem, temas e até perspectiva. Dentro delas os autores ficam em uma encruzilhada, em que uma estrada leva à casa da Vovó, chamada literatura libertária e a outra até o lar do Lobo, o didatismo. "O escritor, invariavelmente um adulto, transmite a seu leitor um projeto para a realidade histórica, buscando a adesão afetiva e/ou intelectual daquele". (Lajolo, Zilberman, 1984:19)

O didatismo na literatura infantil não é um fenômeno recente. As histórias eram contadas às crianças com o intuito de ensinar e educar com intenções doutrinárias, didáticas, religiosas e ideológicas. Da moral das fábulas gregas clássicas de Fedro e Esopo às lições dos contos de Charles Perrault no século XVII, o objetivo era que qualquer prazer que uma criança conseguisse extrair da leitura fosse ligado a alguma forma de aprendizado. A própria idéia de infância não podia se separar da idéia de educação (Machado, 1999). Uma tendência que permanece viva e viril, apesar dos estudos acadêmicos e discussões sobre a literatura infantil e sua importância na formação do leitor, da pessoa e do próprio ser humano.

Ao lado do didatismo de uma literatura pretensamente exemplar, onde a função literária pretendida é apenas o de ensinar e controlar, existem obras e autores que vêem a criança como um ser em formação, onde os personagens não se prendem, não se limitam ao ideal de criança imaginado pelo adulto, mas aos desejos de aventuras, liberdade e imaginação das próprias crianças. A ficção não perde seus vínculos com o real em troca de um mundo ideal em uma literatura escapista ou submetido a motivações didáticas.

Para Antonio Candido (1972) todo ser humano possui uma necessidade universal de ficção e de fantasia. Quando a criança ouve uma história, lê um livro de literatura ou assiste a um desenho animado ela está atendendo a esta necessidade. Mas, a fantasia não é pura, ela se refere a realidades, como sentimentos, paisagens, costumes e sociedades. "Talvez os contos populares, as historietas ilustradas, os romances policiais ou de capa-e-espada, as fitas de cinema, atuem tanto quanto a escola e a família na formação de uma criança e de um adolescente".(Candido, 1972:805).

Entretanto, o próprio Candido destaca que a literatura pode realmente ter uma função educativa, mas não para reforçar concepções de Verdadeiro, Bom e Belo veiculados por uma sociedade dominante e pela pedagogia oficial, objetivo dos autores dos livros que padecem do didatismo. A literatura deve educar, deve formar, mas de maneira mais próxima à própria vida, com altos e baixos, demônios e anjos, morte e vida, o belo e o feio, o bom e o mau, ambigüidades que suscitam o crescimento e a formação do leitor e do ser humano.

Candido, em A Literatura e a Formação do Homem (1972), destaca a importância da ficção e da fantasia para a formação do ser humano, mas não coloca a literatura como suas fontes exclusivas. Talvez pela palavra ser a base dos meios de comunicação e o homem sentir uma necessidade primordial de ficção e fantasia, os programas infantis e desenhos animados também representam, como o cinema, uma fonte para se matar esta sede. Mas, assim como na literatura infantil, existem características diferentes entre as produções destinadas às crianças nestes meios.

Para o presente artigo foram selecionados dois objetos de estudo destinados a crianças com menos de cinco anos, ambos exibidos no Discovery Kids. O desenho Paz e o programa Barney e seus Amigos. O canal pago Discovery Kids tem uma preocupação clara em ensinar a criança, inclusive nas propagandas, onde exibe animações que incentivam a identificação de números, cores e letras e mostra em que os novos desenhos e programas ajudarão no desenvolvimento da criança.

2. As aventuras de um pingüim
Regina Zilberman (1982) afirma que nas histórias centralizadas na criança o leitor infantil se vê representado no texto e a literatura infantil assimilou isto, aproveitando o universo da criança ou de heróis, em especial animais, que simbolizam esta condição. É o que acontece com o desenho Paz. Baseado na obra da escritora Mary Murphy, cada episódio possui quatro pequenas histórias, identificada com seu autor específico, como Sasha Paladino, José Cruz Gonzales e, principalmente, James Still.

O personagem principal do desenho é Paz, um filhote de pingüim que vive com sua mãe em um iglu de gelo com um jardim de neve em meio a uma terra com verdes gramados, rios frescos, sol quente e árvores frondosas. Seus principais amigos são Cachorro, Porquinho, Coelha e o Vovô, avô de Paz.

Os personagens infantis aparentam realmente serem crianças. Fazem brincadeiras, brigam e discutem entre si, mentem, se arrependem, fazem as pazes, usam a imaginação. Dos adultos do desenho, Mamãe não interfere diretamente nas brincadeiras, serve de conselheiro ou para solucionar problemas e esclarecer dúvidas, sempre surgidas de questionamentos espontâneos, mas não muito comuns, de Paz. Já o Vovô é mais para um parceiro de brincadeiras e aventuras, valorizando a experiência e histórias do idoso, embora ocasionalmente também assuma o papel de conselheiro, como Dona Benta e Nhá Nastácia de Monteiro Lobato, interagindo com a brincadeira, mas não a controlando e nem repreendendo a criança.

As crianças representadas no desenho criam seus problemas e resolvem-nos sozinhos. A imaginação é um fator importante, sem amarras e sem controles de nenhuma figura adulta. Através da imaginação as quatro crianças, representadas por animais, navegam em navios piratas, voam pelo espaço e viajam pelo mundo. Suas aventuras não tem limitação alguma, sem perder a relação com a realidade vivida pelos personagens.

No episódio As Coisas Mundam, por exemplo, o desenho discute a morte e as reações que ela causa nas pessoas. Uma manhã Paz está brincando com seus amigos em cima de uma árvore. Imaginam serem dezenas de coisas e dizem suas descobertas uns aos outros. Neste momento descobrem um ninho de pássaro com três filhotes. Tentam se aproximar e são atacados pela mamãe pássaro que tenta proteger sua cria. Mesmo com o ataque todos ficam maravilhados com o ninho.

Mais tarde começa a chover e Paz lamenta. Havia combinado pescar com seu avô. Sua mãe responde que podem ir no dia seguinte. De fato o dia seguinte amanhece ensolarado e Paz parte para a pescaria com Vovô. Chapéu característico, vara de pescar nas costas, lá partem os dois para o rio. No meio do caminho Paz encontra a mamãe pássaro e dois de seus filhotes. O ninho está no chão, derrubado pela tempestade. Vovô ergue o ninho e encontra o terceiro passarinho. Morto.

Paz pergunta se ele vai ficar bem. Vovô responde que acha que não, pois está morto. Mas parece que está dormindo, replica Paz. Mas está morto, responde o avô e Paz pergunta o que é a morte.

- O corpo dele parou de funcionar. (Vovô)

- Porque aconteceu? (Paz)

- Coisas acontecem Paz, coisas felizes e tristes.

- Coisas triste.

Os dois constroem um novo ninho para o pássaro. Vovô diz que provavelmente a mamãe pássaro gostaria de levar o ninho na árvore ela mesma e deixam o ninho ali, no chão, ao lado dos três pássaros.

- Não quero mais pescar. (Vovô)

- Eu também (Paz)

- Não fique triste. Estas coisas acontecem. (Vovô)

Depois, já em casa, Paz fica muito triste e preocupado com os outros passarinhos e é consolado por sua mãe. Ao perguntar se eles estão bem, ela responde que eles estão acostumados a viverem no mato. No final do episódio três pássaros, um adulto e dois mais jovens e menores, voam por cima da casa de Paz, pousando no teto e cantando até o encerramento da história.

3. As crianças certinhas do Dinossauro
A liberdade e a iniciativa de Paz não se repete em Barney. O programa, onde um adulto fantasiado de dinossauro cor de rosa contracena com crianças, não tem autoria explícita. Todos os episódios se passam em um parque com uma casa onde as crianças vão brincar, embora saiam deste universo ocasionalmente através da imaginação em histórias ou músicas cantadas por Barney.

As crianças sempre começam brincando sozinhas até chamarem Barney, um amigo imaginário com quem todos, adultos e crianças, interagem e conversam como se fosse real. O realismo do suposto personagem imaginário é tão grande no programa que os adultos que participam da série, como o Senhor Boykins, zelador do parque, sabem detalhes do passado da vida do dinossauro, como o fato dele tocar tuba muito bem, e comenta isso com Barney como se fossem velhos amigos.

As crianças de Barney estão sempre limpas, são bem comportadas e obedientes, nunca brigam ou discutem entre si. Na maioria das vezes estão rindo e brincando. Chegam a limpar e lavar a casa do parque, inclusive as janelas, como uma brincadeira sugerida por Barney e guardam seus brinquedos sem reclamar. As brincadeiras são sempre sugeridas, comandadas e escolhidas (mesmo indiretamente quando uma criança sugere e espera a aprovação do dinossauro antes de iniciar a brincadeira) por Barney, assim como as canções, que ocupam a maior parte de cada episódio, que consiste em uma única trama.

Politicamente correto, o grupo de crianças sempre tem pelo menos um representante de minorias, como uma menina negra ou asiática ou um menino de óculos que, claro, gosta muito de ler, hábito comumente elogiado e incentivado por Barney e pelas crianças.

Travessuras e espontaneidade existem apenas em dois outros dinossauros, estes crianças pelo tamanho que têm em relação à Barney e pelo comportamento. Baby Pop é a menor e a mais espontânea e natural. BJ é o irmão mais velho, também espontâneo, aventureiro, ansioso por experimentar coisas novas, sem precisar dos conselhos ou aprovação dos outros, mas extremamente responsável com sua irmã. Ele erra, se arrepende e aprende com seus erros, ao contrário das crianças da série, que sempre necessitam da permissão, autorização ou sugestão de Barney para qualquer atividade ou brincadeira. Por esta espontaneidade tanto BJ quanto Baby Bop recebem sempre reprimendas e broncas suaves tanto de Barney quanto das outras crianças.

Barney, mesmo sendo imaginário, representa a presença do repressora do adulto dentro das brincadeiras das crianças. O amigo imaginário é alguém com tamanho de adulto, que sabe de tudo e que diz às crianças como e do que devem brincar e não um amigo infantil com quem compartilham segredos e brincadeiras. Induz, orienta e explica sobre tudo. O maior objetivo do programa é ensinar e todos os episódios têm um tema específico desta pedagogia. E a narrativa é construída em cima deste tema, sem que, na maioria das vezes, ocorra um climax ou um desequilíbrio narrativo dentro da intriga em que uma situação ideal é conquistada ou perdida. Os temas abordam assuntos como o que é um triângulo, as cores e números. Todas as brincadeiras, canções tem algum objetivo definido. Até mesmo a imaginação das crianças é controlada e utilizada, depois da orientação e sugestão de Barney, dentro do objetivo específico do programa.

A própria música abertura do programa demonstra esta intenção didática do programa em alguns trechos. "Barney é o dinossauro da nossa imaginação. (...) O que ele ensina é pura diversão. (...) Barney nos ensina muitos jogos divertidos, o A, B, C, o 1,2,3¸ também são seus amigos". A intenção de aliar o ensino à diversão e ao prazer fica exposto logo na abertura do programa. Aprender (ou seja a escola) pode ser seu amigo e o que se ensina é uma diversão. A espontaneidade, o descobrir o mundo, o crescer pelos seus erros não fazem parte do mundo de Barney e seus Amigos.

fonte: Revista Espaço Acadêmico

Ana Carol - 3:19 PM

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Terça-feira, Maio 24, 2005


PS. BÁSICO........
Escrevi o último post no sábado a noite, só que pouco depois da meia-noite (vejam lá, era 12:09!!!!).
Por isso o bate-volta seria no domingo, e não na segunda (viu Thá Sato!!!!!hehehehe)
Esclarecendo se não o povo vai achar que sou rica, folgada, de vida mansa, que tá podendo passar segunda feira na praia, etc!hehehehe
PS. BÁSICO 2
Ia escrever pra Rebeca, minha amigona querida, avisando sobre esse blog mas não tinha tido tempo (e nem computador disponível para encontrá-la no msn). De repente ela aparece no comment!!!! Mulher, me conta como vc me achou, por favor! É que tô ficando com medo da internet, já não sei mais quem sabe sobre mim (ou imagina sobre mim), ou o que, ou sobre o que... Paranóico esse mundinho virtual...

bjos e mais tarde escrevo mais, ou amanhã. Recuperei meu computador (que definitivamente não é uma brastemp, mas dá pro gasto) e agora tô com um pouco mais de disponibilidade pra escrever.
bjos, bjos

Ana Carol - 8:28 AM

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Domingo, Maio 22, 2005


Não foi a primeira vez que o vi, mas cada show dele é único, não dá para comparar. Djavan é simplesmente DELICIOSO.
Amanhã provavelmente vai ser bate-volta até a praia. Hummmm, cheirinho de mar, tão delicioso quanto um show do Djavan...
Bjos

Ana Carol - 12:09 AM

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Quinta-feira, Maio 19, 2005


Meu amor não costuma visitar blogs, não gosta, e nem curte muito a internet... mas depois do comentário tão lindinho que ele deixou no meu último post, preciso dizer: Amor, apesar dos nossos 3 filhos você também continua absolutamente lindo e absurdamente gostoso!:-)

Amanhã tem Djavan. Eu amo. Nós vamos.

Ana Carol - 11:39 AM

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Segunda-feira, Maio 16, 2005


O final de semana teve muito sol e calor, mas não deu praia como estava em meus planos. Manuzinha ainda não estava muito legal da gripe.
E hoje vou aproveitar para falar sobre relacionamento, e o meu relacionamento.

Todo mundo tem comentado a separação do casal "Mr e Mrs Fenomeno"...
Que foi um casamento precipitado, que eles não se conheciam direito, que foi só paixão e não houve amor, que foi fogo de palha,...

Eu sinceramente, não tenho nenhuma teoria para o fim dessa breve história.
E nem quero ter, não me interessa.
Mas assistindo o fantástico ontem com meu marido e filhos na sala brincando, cheguei a uma conclusão e comentei com ele:
"Marcio, somos mesmo sobreviventes".

Somos...
Porque nós também fomos precipitados.
Nós engravidamos quando eramos apenas "ficantes".
Nós assumimos uma vida de casados quando eu já tinha mais de 4 meses de gravidez e estava chegando de outro país, onde ele não estave comigo, e onde eu descobri, sozinha, a gestação.
E essa vida de casados já começou com um filho, fruto de meu outro relacionamento, e que tinha 2 anos e meio, e que mal conhecia o "tio Marcio", e vice-versa.
E não conheciamos nossas famílias.
E nem tínhamos muitos amigos em comum.
E eu nem sabia seu nome inteiro...

Mas de alguma forma havia amor. Muito AMOR.

Porque nos apaixonamos não só um pelo outro, mas pela idéia de construirmos uma vida juntos.

Porque no momento em que decidimos levar a gravidez, decidimos que faríamos desse momento o mais importante de nossas vidas, e o mesmo faríamos da criança que habitava meu útero.

Porque nunca tivemos medo. Nem eu, nem o Marcio, nem meu filho.

Porque encaramos tudo sem pensar no que poderíamos estar perdendo, mas exaltando sempre o que estávamos ganhando: uma vida nova, que estava nos transformando a cada dia, nos fazendo cúmplices de cada momento e cada mudança, apoiando um ao outro e caminhando juntos.

Porque nunca nos importamos em abrir mão de tantas coisas, sabíamos que teria de ser assim e mergulhamos na idéia do novo, sem lamentar.

E foi-se embora cursos, faculdade, algum emprego, ...mas valia a pena.

E fizemos escolhas, Nossas Escolhas, baseadas no que queríamos, acreditávamos, no que éramos. E assim continua sendo até hoje.
Nunca demos ouvidos a ninguém, nem àqueles que desprezamos e também, nem àqueles que admiramos, porque sempre fomos donos da nossa vida, seguimos as nossas vontades e fizemos como quisemos. E assim continua sendo até hoje.

Claro que não somos um casal perfeito, e eu nem acredito que haja algum.
Casar pensando em perfeição é um grande passo para a infelicidade e a separação...
Nós brigamos sim, nós discutimos, tem mania dele que me irrita, tem mania minha que o irrita,...
Mas apesar das dificuldades, estamos sempre mais fortes, mais unidos, mais juntos.
Temos uma sintonia incrível, como disse nossa parteira, a Vilma.
E eu acho isso uma das nossas grandes vantegens. Sintonia.
É tanta que até para discutir há sintonia! Nunca alguém ganha ou perde, mas os dois crescem.

E assim vamos vivendo, e aprendendo, transformando o amor, que na minha opinião não acaba com o tempo - como dizem algumas pessoas -, mas se transforma.

E digo que somos sobreviventes pois nossa situação não foi apenas um casamento precipitado, com uma gravidez não planejada e fora de hora, num momento de paixonite aguda.
Foi uma história muito mais difícil que essa...

Foi o Marcio ganhar de presente uma esposa da noite pro dia, e que já veio com um filho na barriga e outro que não era filho dele de brinde.

Foi eu decidir abandonar a faculdade para me dedicar a gravidez e a luta por um parto normal após uma cesária, e convencê-lo a embarcar nessa comigo, e dispensar cada um dos meses restantes nessa busca pelo meu direito de dar à luz, sempre juntos.

Foi depois abrir mão de trabalho para ficar em casa cuidando dos meus filhos, amamentando a toda e qualquer hora, e fazer como eu queria e acreditava, que era estar próxima dos meus filhos durante o primeiro ano de vida de cada um, apesar da pressão alheia para que eu voltasse a trabalhar logo, e da juventude que insistia em me telefonar para ir ao bar a noite com o pessoal ver um amigo tocar violão...

Foi engravidar novamente, sem um puto no bolso, dependendo dos nossos pais e devendo sim alguma satisfação a eles, por RESPEITO, visto que eles é quem pagavam (e ainda pagam) algumas das nossas contas...

Foi atravessar os limites dos nossos corpos, comprometendo profundamente nossa saúde, em nome da nossa casa, dos nossos filhos, da nossa união.
Foi o Marcio levantar cedo para trabalhar, voltar no fim da tarde e mal ter tempo para tomar um lanche, e já voltar pra trabalahr de novo, até só Deus sabe que horas... Uma jornada de tantas e tantas horas de trabalho seguidas, provando para o mundo que era o cara mais trabalhador desse planeta, e que fazia isso por nós.
Foi eu dentro de casa enfrentando sozinha a difícil tarefa de ser mãe de 3 filhos, sendo um rapazinho e duas bebezinhas que mais pareciam gêmeas visto que a diferença de idade é muito pouca. E enfrentar sozinha madrugadas acordada, estando em pé no outro dia para começar de novo, provando para o mundo a mulher tão forte e mãe tão dedicada que eu sou.

E foi vencer tudo isso, e continuar juntos, seguindo a vida e aproveitando o que ela tem de melhor.

Como disse também nossa parteira, somos um casal FORTE e BELO, e assim continuaremos sendo.
E venha o que vier, que a gente tem a arma mais poderosa do mundo: AMOR.

Marcio, EU TE AMO E ME ORGULHO MUITO DE VOCÊ.

Foi com você que pude aprender muitas das maiores lições da vida, enfrentar as maiores dificuldades, viver os melhores momentos.

Foi com você que pude trazer nossa filha ao mundo, num momento só nosso, de corpo e alma nus, colocando no mundo um pedacinho do nosso amor, só nós dois sozinhos, alí num cantinho do nosso quarto, mostrando o quanto somos capazes de fazer juntos.
Somos mesmo muito capazes de coisas grandiosas juntos...

É com você que tenho vivido cada dia de minha vida, dias coloridos ou cinzas, e que valem a pena pois termino cada um deles ao seu lado, na nossa cama, segura de que não estou sozinha.

E pra quem perguntar porque eu acho que não deu certo o casamento do "Mr e Mrs Fenomeno"... Vou responder que não sei, e não sei mesmo.
Porque nenhum dos motivos dados são suficientes para um casal que realmente quer e se ama.

Só posso dizer que cada um escreve a sua história, e que só vira mesmo uma história quando há sinais de luta, de força e de muita, mas muita coragem.

Aos que fraquejam e se entregam, meus pêsames.
Que a nossa história é linda, cheia de coragem, e eu me orgulho muito dela!

Beijos

PS.: lembram Renato Russo... "Quero ouvir uma canção de amor, que fale da minha situaçao
De quem deixou a segurança do seu mundo, por amor
Por amor..."

Ana Carol - 4:49 PM

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Sexta-feira, Maio 13, 2005


Semaninha punk... Todos os habitantes de Mogi das Cruzes gripados, de humanos a cachorros, até demorou para as crianças aqui de casa ficarem doentinhas também.
E griparam todas juntas (a Julia primeiro, mas a dela foi fraquinha e rápida, já Pedro e Manu deram trabalho...).
Faz uns dias que ninguém dorme em casa, é madrugada a dentro. Sei lá eu como o Marcio consegue acordar cedo e trabalhar, porque quando dá umas 3 da manhã tenho largado o pepino nas mãos dele... E ele fica brincando com criança até umas 5 da manhã, quando elas mesmas são vencidas pelo cansaço.
O engraçado é que não fica ninguém chorando, eles querem mesmo é brincar de madrugada! Se eu levasse ao médico o cara ia achar que estou inventando, afinal, onde já se viu criança doente com esse pique todo??
Deve ser genético, minha mãe disse que eu fazia a mesma coisa quando era pequena. Sempre que eu ficava doente passava a madrugada querendo brincar.
Ninguém merece....
Agora já tá todo mundo melhor. Ufa!!!!
E que venham mais gripes dessas só no próximo outono!

Ana Carol - 4:18 PM

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Segunda-feira, Maio 09, 2005


MELHOR QUE PADECER NO PARAÍSO, É SE DIVERTIR NELE!!!

Ser mãe é maravilhoso, é a maior, mais intensa e mais louca experiencia que uma mulher pode ter. De gerar, parir, cuidar, fazer crescer. Ser mãe não é fácil, mas é muito bom.
Só tenho a agradecer minha mãe, que as vezes dá umas "bolas fora" mas é a melhor do mundo (muito clichê isso?). LOVEYOU MÃE!
E agradecer aos meus filhos, por me permitirem viver esse amor tão infinito, por me permitirem crescer a cada dia, por me permitirem ser tão feliz. AMO VOCÊS TOQUINHOS!!!

Bom, vamos ao que interessa que é contar o dia das mães de uma mãe! Eu, no caso.
Meu dia das mães começou no sábado. E começou cedo. 9 da manhã tô eu lá na quadra alugada pela escola das crianças para poder participar da gincana.
Cheguei meio atrasada e enquanto o Pedro sentava na arquibancada para torcer por mim, escutei a coordenadora gritar "Carol, entra no clima!"
Bom, entrei né.
Olha, eu não tava a fim de ir, pra ser sincera, só fui pois o Pedro pediu mesmo. Mas valeu muito a pena, me diverti a beça!!!
As mães super bem humoradas, dispostas a pagar todos os micos e mais alguns!
E muita sacanagem também, claro, já que antes de sermos mães, somos mulheres, e das bem sacanas!
As brincadeiras ganharam nomes para ficarem mais "emocionantes"! Como a que tinha que ajoelhar em frente ao cone com as mãos para trás que virou "mamãe fazendo boquete no papai", entre outras...hehe
PS.:Óbvio que as crianças não ouviam, elas estavam na arquibancada, bem ocupadas em assistir as mães pagarem mico e se acabando de rir da nossa cara!!!!!
Foi muito divertido, ri muito.
No final teve uma apresentação surpresa. Disseram que não teria, então não levei as meninas. Putz, me arrependi muito pois foi muito bonitinho, sem contar que elas adoram se apresentar.
De qualquer forma não poderia levá-las já que meu excelentíssimo marido não quis acordar e elas não poderiam ir se ele não fosse. Fiquei P da vida já que eu tinha avisado sobre a gincana, que seria cedo e tal, e mesmo assim ele ficou namorando a cerveja até altas da manhã.

A tarde passamos todos juntos, deixei as crianças fazerem o que quiseram da casa. Me dei o direito de contemplar os três o dia todo brincando, rindo, se esbaldando. Não tem presente melhor no mundo para uma mãe do que ver seus filhos saudáveis, rindo, vivendo a vida, sendo felizes!

A noite foi de presentes, porque convenhamos, sou uma mãezona e mereço sim!!
Minha mãe me deu um sapato channel lindíssimo, que não faz mesmo o meu estilo mas certas situações o pedem!
Sim, eu é que deveria dar um presente a ela, e dei. Mas minha mãe é assim, aproveita qualquer data para encher as filhas de mimos...!!!!
Marcio se empolgou com o sapato e correu para o shopping me comprar outro presente. Eu, assim como quem não quer "nada", já tinha mensionado sobre uma blusa lindíssima que me apaixonei e estava crente que ele a compraria.
Ledo engano. Ele ama mesmo sapatos, e se empolgou com o meu!!!
Me troxe uma cinta-liga ma-ra-vi-lho-sa para eu vestir com o sapato, preta, linda, show! Amei!
Bom, me diverti muito mais de cinta-liga e salto alto do que me divertiria com a blusa!!!......

E o domingo foi em família, todo mundo reunido na casa da minha mãe (menos o Marcio que foi para a casa dos pais dele). Delícia, adoro. Comi horrores!
E voltei pra casa, pedi uma comidinha com o Marcio e ficamos divagando...
Quem é a infeliz que ousa dizer que a vida de mãe não compensa??? Quem é a louca que faz da tarefa de cuidar de um filho um martírio???
Quem é a coitada que vive vendo o lado "ruim" da maternidade (se é que dá pra falar em lado ruim, eu falo em lado difícil...)???
Oras, ser mãe é muito bom e o dia das mães (o domingo em que se comemora o dia das mães, visto que todo dia é dia das mães, das mulheres, etc) só nos faz lembrar o quanto somos abençoadas por poder dar a vida e ensinar o caminho para esses seres iluminados que chamamos nossos filhos.

Beijos mil

Ana Carol - 5:17 PM

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Quarta-feira, Maio 04, 2005


I Left my Heart in San Francisco...



Sempre sonhei em morar em outro país por um tempo. Não viajar, morar mesmo.
Viver a cultura do lugar, seus hábitos, seu estilo de vida. Poder testar até onde eu me adaptaria.
Há tempos que eu havia escolhido alguns lugares charmosos, embora soubesse desde sempre para onde queria ir.
Planejei, me apertei, tive meus planos interrompidos algumas vezes, adiei, busquei e, 10 anos depois de ter sonhado com isso pela primeira vez, o universo conspirou a meu favor e eu poderia ir.

O lugar escolhido: San Francisco, north California, USA.

E a viajem estava marcada para 12 de setembro de 2001.
Bin Laden entrou nos meus planos 1 dia antes e derrubou minha expectativa como fez com as torres gêmeas. Minha viajem foi cancelada por hora.
Mas não sou de desistir dos meus sonhos, sou lutadora nata, vou atrás de tudo o que quero e acredito.
Não há nada até hoje que eu quis e não tenha realizado, nada.
E óbvio que me orgulho disso pois obstáculos aparecem e não desistir é o que nos leva a realização.
Corri atrás de tudo novamente, sem qualquer receio de ameaças terroristas, alta disparada do dolar, ou qualquer outra coisa, e remarquei a viajem. 17 de novembro de 2001.
Nada me impediria dessa vez.

São Paulo - Houston, Texas.
Algumas horas conversando com um famoso guitarrista de uma banda de hardcore e já exalando felicidade, enquanto esperava a conexão

Houston - San Francisco, California.

Me senti leve e feliz quando vi a cidade pela primeira vez. Olhar o céu sentindo a brisa do fim do outono foi realmente maravilhoso.

San Francisco é uma cidade charmosa, de clima leve, arquitetura particular, sem preconceitos, livre, de cuca legal.
Dos beatniks aos hippies e sua verdadeira filosofia de Paz e Amor, e a ênfase na liberdade e no respeito ao outro e à terra.

A famosa Golden Gate não é tão grande assim, mas a beleza do lugar inspira.
A Bay Bridge sim, enorme e imponente, mas não tão charmosa.

Como foi bom, caminhar por San Francisco e suas ladeiras que declinam em direção ao mar, ver o sol brilhar na marina.
Passear pelo animadíssimo Fisherman´s Wharf, a beira da baía, sem esquecer o famoso Pier 39.
Visitar Alcatraz e imaginar qual realmente era a cela de Al Capone.
Rir e conversar com os amigos bebendo drinks e algumas Budweisers nos Pubs a noite, ou dançar em algum Club famoso (sou mais os pubs).

E a psicodélica Haight Street e seu estilo que não deixa esquecer o quanto foi importante para os hippies, suas lojas, seu clima 60´s.
San Francisco sempre será a capital mundial dos hippies...
Pensar em Janis Joplin, Hendrix, é inevitável, assim como é inevitável não sentar e papear ao redor da Haight-Ashbury, que antes de virar "moda" foi "casa" de muita gente de flor no cabelo que buscava um mundo melhor.
Eu usei flor no cabelo em San Francisco.



Pegar o Bart (bay area rapid transit) e descer em Berkeley.
Passear pelo enorme Campus da universidade UC - Burkeley, conhecer alguma irmandade, depois caminhar pela Telegraph, comprar artesanato ao ar livre, e nas lojas, e assistir algumas "performs" numa rua ícone do movimento hippie.

Amanhecer e ver sua famosa fog cobrindo a cidade.

Subir todo santo dia a pé 5 longas quadras da famosa Powell Street para virar na Sutter, depois de descer do Bart na Powell Station, no coração de downtown, na Union Square.
Nela, na Powell, se encontra o início da linha do tão famoso e cartão postal da cidade, o Cable Car. Uma viajem a San Francisco jamais estará completa sem um passeio nele.



E as lindas casinhas "Painted Ladies" da Steiner Street, a Lombard Street e seu movimento torto, a fria Market Street, a elegante Fillmore St, a Van Ness, o lindo Palace of Fine Arts, Twin Peaks, Chinatown, ...

Momentos inesquecíveis de um pedaço da minha vida vivido intensamente, nos altos e baixos de suas colinas, em meio a sua tão característica fog...
Amigos queridos e que vão morar para sempre comigo, no meu peito e no meu album de fotografias.
Lugares e momentos que vão estar sempre vivos na minha memória
E mais tanta coisa que não vai caber nesse imenso post.

Sim, eu deixei, ao menos um pedaço, do meu coraçao em San Francisco.

Ps.: As fotos postadas não são as minhas pois não tenho como scanear aqui. Mais pra frente substituirei por fotos minhas, ou quando escrever novamente sobre SF...

Ana Carol - 5:25 PM

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Terça-feira, Maio 03, 2005


Meu Deus, queria ter mais tempo para escrever aqui!!!
Internet é gostoso, papear no msn também, escrever em blog é bom, até fazer amigos virtuais vale a pena (embora alguns(a)... eu dispenso, sem dúvidas!)
Mas, vamo combinar vai, a vida real é muitoooooooooo melhor!!!
Pelo menos o meu mundo vai muito além dessa tela de 15 polegadas. Graças a Deus!!! (e eu quase me esqueci disso o ano passado... fui salva pelo gongo, digamos assim)
Mas não vou abandonar o blog, não. Gostei disso!
Vou atualizar com mais frequencia sim. Hoje mesmo, se der.
Até!

Ana Carol - 4:16 PM

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Ana Carolina Wiechmann Elvezio, nascida em 30/12/1978. Casada com Marcio, mãe de 1 lindo menino, Pedro Victor, e duas lindas meninas, Julia e Manuela. Alguém que acredita na vida e em seu aprendizado, que transforma seus sonhos em projetos e faz questão de realiza-los plenamente. Que não deixa a vida passar a toa, e vive intensamente suas escolhas. Que ama e é feliz por ser amada. Que vive e não só existe. Que busca e não só espera - porque nada cai do céu - não há mudança sem luta, não há progresso sem atitude, não há realização sem dedicação. Que tem um monte de defeitos e mais um monte de qualidades, porque não é perfeita (e que nunca seja!). Alguém que quer viver e cultivar da melhor forma sua família, seu amor, seu trabalho, seus sonhos, seus planos,... Alguém que quer manter a melhor de suas conquistas: A FELICIDADE! Porque o melhor dessa vida é ser FELIZ!Sempre.

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