|
|
Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
WWW.EUNOMEUMUNDO.BLOGSPOT.COM !!!
A globo.com (meu provedor) é muito enrolada. Diz que a fatura não foi paga, depois diz que foi, depois diz que vai mandar boleto e não manda, aí diz que já mandou,.... Afe! Eu sou uma pessoa desencanada demais pra me enrolar assim!:-)
Então resolvi seguir o conselho da Thais e criar um blog que não é pago! Portanto, esse blog tem novo endereço:
www.eunomeumundo.blogspot.com
Como eu adoro este cantinho, meu filhinho virtual, hehe, vou mante-lo no ar.
No entanto, só com os posts maiores, ou mais "inspirados", e que eu gosto mais.
Porque sou uma pessoa muito desapegada, não guardo objetos inúteis, nem roupas que não uso, etc, então não vou guardar posts que não fazem mais sentido.:-)
E vou manter o blog no ar também porque, caso não acostume por lá, volto pra cá! rs
É isso, mudamos. Encontro vocês na casa nova!!!
Beijooos
Ana Carol -
7:08 PM
Terça-feira, Outubro 04, 2005
Sonhos.........
Ana Carol -
1:47 PM
Quarta-feira, Agosto 17, 2005
Este post era maior que isso, mas eu editei. Fica a batata quente que minha amiga Re Penna deixou pra eu responder!
Ana Carol -
3:01 PM
Quarta-feira, Junho 29, 2005
VICIO
Ana Carol -
1:26 PM
Sábado, Junho 25, 2005
noivos na praia...
Ana Carol -
7:11 PM
Segunda-feira, Junho 06, 2005
PEDRO VICTOR 6 ANOS
Ana Carol -
11:05 AM
Quinta-feira, Maio 19, 2005
Meu amor não costuma visitar blogs, não gosta, e nem curte muito a internet... mas depois do comentário tão lindinho que ele deixou no meu último post, preciso dizer: Amor, apesar dos nossos 3 filhos você também continua absolutamente lindo e absurdamente gostoso!:-)
Ana Carol -
10:39 AM
Segunda-feira, Maio 16, 2005
AO AMOR
Ana Carol -
3:49 PM
Segunda-feira, Maio 09, 2005
MELHOR QUE PADECER NO PARAÍSO, É SE DIVERTIR NELE!!!
Ana Carol -
4:17 PM
Quarta-feira, Maio 04, 2005
I Left my Heart in San Francisco...
Ana Carol -
4:25 PM
Segunda-feira, Abril 25, 2005
O feriado começou mesmo na quinta, mas só fomos para a praia no sábado. O tempo estava lindo!
Ana Carol -
1:42 PM
Terça-feira, Abril 19, 2005
Pra que estressar se dá pra relaxar???
Ana Carol -
2:26 PM
Quarta-feira, Abril 13, 2005
Noite quente, meus amores, um violão,...
Encontrei Lu antes de ontem no shopping e vibrei de felicidade quando soube que sua irmã Marina enfim está grávida.
Sabia que Marina tentava há tempos engravidar, recorreu até a tratamentos e enfim, conseguiu. É a realização de um sonho, o maior dos sonhos dela: ser mãe.
Nunca havia conversado muito tempo com ela, não somos amigas íntimas, mas antes de ontem batemos um longo e gostoso papo de comadres, daqueles em que vamos embora querendo conversar mais.
E falamos de sonhos. Os sonhos que sonhamos ao longo da vida, a importância deles em nossa existência, o quanto nos dispomos a lutar por eles, e a sensação de vitória, de completude e realização absoluta quando os alcançamos.
Voltei pra casa com uma sensação inteira de paz. Realmente feliz.
E enquanto Marcio passeava com as crianças na casa da tia Terezinha, fiquei no sofá de casa sozinha, só pensando.
Como sou privilegiada! Que prazer tenho em olhar minha vida e admirar, respeitar cada pedacinho dela.
Sempre sonhei sonhos "grandes", sonhos "pequenos", mas todos tinham a mesma importância pra mim. E graças a minha imensa determinação e vontade de conseguir o que almejo, planejo, de conseguir o que sonho, tenho o privilégio de dizer que os maiores sonhos que já pude sonhar, estão aí, deliciosamente realizados...
E a sensação de paz, paz interna mesmo, a sensação de felicidade, é algo indescritível. Impossível colocar em palavras.
É algo superior, que não impede que sentimentos ruins batam à porta vez ou outra diante de determinadas situações (porque situações e sentimentos fazem parte da vida e de ser gente), mas é algo que não se abala por isso, nem por nada. É algo eterno, muito forte e que permanece.
É felicidade, pura, imensa e palpável.
Claro que nada aconteceu pra mim por acaso, tudo teve um motivo.
As decepções e os momentos ruins foram cada um necessários, caso contrário eu não descobriria o tamanho da minha força.
A luta e os obstáculos enfrentados foram precisos, ou eu não saberia onde empregar a força conhecida.
E a vitória é a realização completa, onde celebro com uma paz imensa na alma a felicidade de conquistar, de conseguir, de ser quem eu sou, de poder sonhar e realizar!
Meu troféu é meu sorriso involuntário e impossível de conter cada vez que me lembro dos meus sonhos se concretizando, e os sinto tão forte.
Minhas lágrimas, que pra sempre escorrerão quando as lembranças vierem à tona, são minhas mais intensas alegrias tomando forma e dando espaço aqui dentro, visto que deliciosamente eu não caibo em mim!..
Sei que para alguns meus sonhos pareciam bobagens, como quando digo o maior deles, que era parir. Parir de verdade, da forma mais natural e instintiva que pudesse ser. Afinal, quando se fala em sonho, a mente nos remete à cruzeiros marítimos, dinheiro, ou muito sucesso profissional.
Parir é muito "pouco" para alguns. É só uma bobagem...
Mas para mim, e hoje sei que para muitas mulheres, parir era meu grande sonho. Grande, lindo, o maior.
E foi onde depositei o sucesso da minha vida, e o destino da minha felicidade.
Não sei se fiz certo ou errado depositando tudo nesse sonho. Alguns perguntam "e se tivesse dado errado?"
Mas eu não penso nisso. Jamais pensei. Tudo já tinha dado errado quando fizeram uma cesária trapaceada, agora só poderia dar certo, e daria.
Minha fé e certeza eram inabaláveis. Fui tomada por uma paz e tranqüilidade que até a parteira se admirava comentando que nunca viu tanta calma e confiança.
Meu sonho era enorme, e eu também.
E se realizou. Se realizou completo, inteiro, intenso, maravilhoso. E foi maior do que eu sonhava.
Eu queria parir, escolhi meu lar para o parto e uma parteira para ajudar. E eu pari, no meu quarto e sem parteira, pari sozinha, com meu marido!
Isso era mais do que um lindo sonho!
Se eu queria meu marido no parto, o tive parindo comigo.
Se eu queria instinto, eu fui toda instinto.
Se eu queria a natureza agindo, ela predominou intensa.
Se eu queria paz, ela reinou inteira.
Se eu queria Deus comigo, o tive e pude toca-lo naquele momento...
Claro, o parto foi o maior de todos os meus sonhos realizados, o que me fez completamente e absolutamente feliz. Mas os outros sonhos, como morar sozinha em outro país por exemplo, que para alguns também era só uma bobagem, pra mim também foi muito, muito importante e voltei de lá uma pessoa muito maior e melhor do que antes de ir.
E todos os sonhos, grandes, pequenos, todos!
Até os sonhos que não dependiam de mim, mas totalmente da sorte, como ter um casal de filhos, até esse sonho eu pude realizar!
Então graças a Deus em primeiro lugar, graças a mim mesma e graças aos anjos que cruzaram meu caminho (incluindo os de carne e osso!), encho a boca pra dizer com todo orgulho de um ser humano realizado: EU SOU FELIZ!!!! E como!
E ter os maiores sonhos realizados não quer dizer que eu não sonhe mais. Impossível um ser humano vivo não almejar sempre coisas novas na vida, e não se "meter" em alguns desafios! A vida anda, o tempo todo, e o tempo não pára.
A diferença é que agora eu tenho a tranqüilidade de ter meus maiores desafios já enfrentados, os maiores sonhos realizados, e tenho uma vida IN-TEI-RA pela frente para realizar cada novo sonho que for surgindo!
E posso celebrar e dividir minhas conquistas com as conquistas das outras pessoas, como a linda Marina, tão grávida depois de tanto sonhar, tanto querer, tanto planejar. Marina tão realizada, tão, tão, tão feliz!
Nem tem barriga apesar dos 3 meses e meio, e já tá usando macacão!rsrs
E tá linda, tá realizada, tá feliz! Agora ela vai sonhar com o rostinho do bebê, com a decoração do quarto, com o dia do parto, com o cheirinho de neném ...
Porque pra realizar é preciso primeiro sonhar. E buscar. E ser feliz!
Beijos
Ana Carol - sonhadora extremamente determinada e absolutamente realizada, que deixou e deixa a vida acontecer porque acredita que nada é por acaso, e que hoje está especialmente feliz em razão de algumas "barrigudas" que surgiram nos últimos dias e despertaram as mais lindas e deliciosas lembranças!
E o RIO corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida,
Sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade? Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer "cheguei".
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros:
Não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de
chegada e saber que se vai chegar lá.
É bom viver do jeito do rio!
Aí vai!
Quantos gigabytes usa no micro com música: não faço a mínima idéia
Último CD que comprou: Hummm, pode ser DVD? Ultimamente estamos comprando mais DVD de música do que CD. Acho que foi o do Cocoricó.
Música tocando agora: Nesse exato momento, rs, "Save Tonight" Eagle-Eye Cherry
5 músicas que tem escutado bastante:No violão tem tocado bastante "Por onde Andei" do Nando Reis, "Desenho de Deus" de Armandinho, "Trilhares" do Palavra Cantada, no som de casa e do carro "Save Tonight" de Egle-Eye Cherry, "The Scientist" do Coldplay, putz tem bem mais que 5 que tenho escutado direto!
3 músicas favoritas: Putz, a Re pegou pesado pedindo os favoritos!! É que eu tenho músicas favoritas de vários cantores favoritos e bandas favoritas!rs É difícil, música marca época, cada momento da nossa vida tem uma trilha sonora... A minha vai de Caetano a Legião Urbana, de Chico a Djavan, de Bob Dylan a Lenny Kravitz, de Rolling Stones a Nirvana... Posso pular essa?rsrs
3 livros favoritos: "Cem anos de Solidão" Gabriel Garcia Marques, "Grande Sertão: Veredas" João Guimarães Rosa (o único indicado no colegial que eu li inteiro e não o resumão da fuvest!), "Lolita" Vladimir Nabokov.
Um livro que marca minha conflituosa adolescência, que emprestei de um antigo grande amigo e nunca mais devolvi é "Assim falou Zaratustra", do difícil Friedrich Nietzsche, e seu personagem que desce da montanha ao lado da serpente e da águia para anunciar que "Deus está morto".
3 filmes favoritos:Escolher favoritos é muito F*!!!! Eu simplesmente não consigo! São tantos diretores legais, tantos gêneros diferentes que eu poderia dizer ter um preferido de cada! Poderia escolher um favorito de Tarantino, um favorito de Almodovar, um favorito de Bergman, Hitchcock, Bertolucci, Kubrik... Posso pular essa também?rs
3 sonhos a realizar: Meu maior sonho é realizar plenamente os sonhos que vão surgindo ao longo da vida... Neste exato momento não tenho nenhum grande projeto a curto prazo, tô na paz! Por hora só quero "plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais"!:-)
frase que te define no momento: Não sei se posso dizer que me define nesse momento, mas é uma frase que gosto muito: "Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres...Se elas voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as possuí." (John Lennon)
Pois bem, acho que todos os blogs já responderam a tal batata e, como não conheço muitos, deixo só pra minha amiga Claudinha responder no blog dela!
É isso aí Clau, a batata tá nas suas mãos!
Beijos pessoal, até!
Todo vício é ruim. Todo, inclusive o vício pelo computador e a internet.
Ano passado me viciei sim, mais precisamente do meio para o fim do ano.
Trocar idéias sobre assuntos que muito me interessam há anos e sem o compromisso de horário para escrever ou responder, foi realmente muito atrativo.
A internet é fácil e prática, é só ligar e ta lá.
Um monte de gente no msn, listas de discussão com mensagens que aparecem a toda hora em questão de minutos, uma vontade de ler tudo e responder, etc.
E o dia vai passando e quando vê, grande parte dele foi na frente do computador, sentada, lendo e escrevendo.
No começo eu, que mal sabia enviar e mails, reservava um único horário do dia para ler as dezenas e dezenas de mensagens acumuladas.
Me cansava.
Até que resolvi colocar o tal Speed (que antes não tinha pois realmente o computador ficava entre os últimos planos da minha vida) e deixa-lo ligado o dia todo, assim quando desse eu podia dar uma olhada.
E isso foi me prendendo dentro de casa, aos poucos, quase que sem perceber.
EU, logo EU, que sempre fui da rua, livre, mesmo depois de ter meus filhos todos, sempre botei todo mundo embaixo do braço e fui pra onde quis com eles, fosse pra passar o dia na casa da minha mãe ou na casa dos meus amigos, passear no centro da cidade sozinha ou dar risadas lanchando no shopping com alguém, entre tantas coisas.
EU, logo EU, que amo estar perto das pessoas queridas, que adoro um papo ao vivo, o tom da conversa, o som dos risos, que nem curto muito uma conversa ao telefone justamente porque gosto do "cara a cara".
EU, logo EU, que sempre exaltei minha juventude mesmo depois dos meus 3 filhos, e que nunca senti culpa em deixá-los de vez em quando com alguém de confiança pra sair um pouco, de dia ou de noite, encontrar pessoas, escutar um som ao vivo, etc.
EU, logo EU, que sou praticante diária da terapia do abraço, que gosto de calor humano, que acredito que um olhar diz muito...
EU, LOGO EU, 9 meses depois de conhecer melhor a internet, tinha "gerado" uma Carol que nem eu mais reconhecia, que deixou de ir para a praia nos finais de semana, que muitas vezes deixou de sair com amigos e com o marido, que se estressou por coisas que jamais se estressaria antes, jamais!!
Eu estava afastadada de mim, e afastada do modo como levo a vida, a minha vida real.
Sou muito ligada à natureza e pra conseguir me manter mais equilibrada física e emocionalmente eu preciso de cheiro de maresia, de terra molhada nos pés, de contato com a mãe natureza.
Me faz sentir bem, me faz reorganizar as emoções, descarrego meu estresse, renovo energias, fico em contato comigo, me reconheço, me reequilibro.
Não é a toa que não quero nunca mudar de Mogi, onde estou numa cidade de boa infra estrutura, a maior da região, e ao mesmo tempo estou do lado da praia, onde não levo mais que 25 ou 30 minutos para chegar, também estou ao lado de Salesópolis, cidade tão verde e onde nasce límpido e claro o Rio Tietê (alguém aí já bebeu as águas do Rio Tietê? Vem pra cá que levo pra beber na nascente), também estou abraçada a Guararema, que é a cidade considerada o ar mais puro do estado de São Paulo, cheia de verde, cheia da mãe terra...
E eu deixei, ou pelo menos usufrui bem pouco, tudo isso que é parte de mim, que é minha vida, como entrar no mar e deixar as ondas levarem a energia ruim, e lavarem minha alma, meu corpo, meu espírito, reequilibrarem meu fluxo de energia.
Ou andar descalça na grama (com meu constante medo de formigueiros, mas isso é trauma!), ou pisar a terra úmida, trocar energia e voltar pra casa sendo EU mesma.
E eu deixei de fazer isso, e deixei de ver meus amigos constantemente e de abraça-los, e deixei de me entender com minha família porque não dava tempo de ter uma conversa saudável com quem estava, teoricamente, alí a qualquer hora, afinal eu tinha que gastar meu tempo livre escrevendo relatos dos meus dias na Santa Casa, ou coisa parecida...
E fui ficando obviamente estressada, por motivos que com um pouco de tempo e de cuidado conseguiria resolver facinho facinho, mas eu estava muito ocupada com a internet pra isso...
Estava tão ocupada com a internet que deixei de meditar, algo que sempre valorizei, desde os tempos em que freqüentava toda semana o Odsal Ling, um templo budista em São Paulo no qual eu recebi ensinamentos.
Tão ocupada que deixei de me dar o prazer essencial do sono, coisa que já era raro visto que minha filhota fazia a festa madrugada a dentro, mas o período que eu podia descansar, eu sentava na frente do computador.
Minhas crianças dormiam cedo, mas eu dormia de madrugada...
Me afastar do que eu costumava fazer, dos prazeres simples do meu dia a dia, e deixar tanta coisa de lado, foi me deixando ruim, com energia estagnada.
Minha vida estava diferente de antes, isto é, de antes de me render ao vício. Eu definitivamente não era assim, nem minha rotina.
Fiquei cansada, estressada, com tudo. Um dia tive uma briga com minha mãe e ao invés de resolver meu momento estressante com um telefonema para alguém conhecido, acabei trazendo isso para uma lista de discussão, e ainda na base do "escrevendo regada pela emoção do momento no puro- impulso- total- imediato- pós- briga- homérica", uma merda, mensagem no mínimo 500% exagerada, e fiquei mais confusa ainda dada as interpretações alheias que sucederam a tal mensagem.
De repente eu estava explicando o que eu jamais me preocuparia em explicar, justificando atitudes que na verdade eu nunca tomei, que não tinham nada a ver comigo, ou com meus filhos, muito menos com o modo que os crio ou vejo a infância, etc. Temas como "terror noturno" e "passiflora" me incomodam até hoje, exatamente porque não expus minha real opinião e me preocupei em justificar o que não precisava ser justificado.
Péssimo isso.
A imagem que então vi de mim mesma na internet durante e após esse episódio, é extremamente diferente da Ana Carolina que eu sou e sempre fui, tanto como pessoa, quanto como mãe.
Me senti mal em não me reconhecer, senti mal em ter que dar explicações baseadas em coisas que não são minha opinião, me incomodei com a imagem que eu acabei dando margens para construir e que não tinha NADA a ver comigo.
E de pensar que se depois da tal briga eu tivesse feito o que sempre faço, como ligar pra Helô, ou Luiz Marcelo, ou Adriana, ou Loraine, ou qualquer um de meus amigos que amo, confio, conheço, em 5 minutos a raiva passava e eu não teria me assustado com tantas "teorias" a respeito da minha vida, minhas escolhas, etc!
Depois disso então, tive o INSIGHT que eu precisava.
Admiti pra mim mesma que estava viciada, e que eu deveria dar mais atenção pra minha família e resolver assuntos pendentes que ficaram pra depois graças ao tempo dedicado ao vício e que causaram conflitos totalmente evitáveis. E deveria dar mais ouvido aos meus amigos (de carne, osso, calor humano, etc) que há tempos diziam "porra, larga essa merda (computador) e vamo dar uma volta" e eu dizia "meu, to tão cansaaaada, hoje não dá", mas no fim das contas eu ficava era na frente do computador dando ouvidos pra quem nunca me viu mais gorda na vida, não me conhece, não conhece minha vida, minha casa, minha maneira de enxergar as coisas que envolvem meus filhos, etc.
E fui direto passar umas semanas na praia, me reencontrar, reorganizar meus verdadeiros pensamentos, minhas opiniões, minha verdadeira maneira de viver e de enxergar a vida, que sempre foi simples e embalada pelo que é natural (e eu não estou falando de alimentação, rsrs, to falando de VIVER).
Embalada por um violão e pela natureza, da qual eu sempre me senti parte fundamental.
E voltei sem muito tesão de participar de listas de discussão, msn, etc.
Eu sou apaixonada demais pela vida pra desperdiçá-la na frente de um computador. Tenho amigos amados demais pra dizer que estou cansada pra eles. Tenho uma família com a qual vivo tendo meus conflitos mas que também não vivo sem! Tenho um marido que é um tesão, 3 crianças simplesmente maravilhosas, e mais um monte de coisas que pra mim são e sempre serão primeiros planos!
Aliás, pausa importante aqui: devo dizer que, apesar de ter me viciado em internet, meu tempo para os meus filhos SEMPRE foi o mesmo, com ou sem vício, antes ou depois da internet, porque sou mesmo do tipo mãezona, e o tempo que passamos juntos tem muita qualidade principalmente porque tudo é feito com muito amor e naturalmente, instintivamente, intuitivamente, sem obrigações, ou seguindo literaturas, "gurus", ou sei lá o que. Acontece que não amo só meus filhos, mas AMO o fato de ser mãe, AMO! E com certeza isso faz a diferença...
Mas enfim, não posso parecer tão ingrata com a internet, eu ADORO listas de discussão, sério mesmo, e também outras coisas que encontrei "navegando". E fiz também amizades muito carinhosas e sinceras, inclusive com pessoas de outros estados, o que é bem legal (se bem que não deixa de ser bem estranho...).
E com certeza vou voltar a participar de listas, quando tiver meus horários preenchidos do jeito que quero e realmente sobrar um bom tempo pra isso. Mesmo assim vou ler quando der, escrever quando der, participar se puder. Ainda que fique dias ou semanas sem ler nada. Não me vicio de novo, não mesmo.
Sei lá, deve ter gente que gosta desse vício.
Pra mim não dá.
1 ano viciada foi mais que suficiente pra ter certeza disso.
No mais, to bem satisfeita só checando meus e mails, escrevendo aqui vez em quando, visitando alguns blogs amigos, como da super bem humorada Thá, a poética Re, a linda e antenada Carol, entre outros (Clau, eu te visito sim garota, i LOVE you!).
É isso, acho que consegui demonstrar um pouco minha opinião sobre o vício pela internet e como na minha vida simplesmente não cabe ser viciada assim.:-)
Bjos!!!!
E hoje, arrumando fotos, encontrei uma foto do meu noivado com o Marcio, que foi a beira do mar, numa noite linda, descalços na areia.
A natureza foi testemunha, a música era o som do mar, a luz vinha da lua e das estrelas.
Aqui vai a foto, scaneada num cyber café, que ficou super escura, meio esquisita e diferente da original (que tá clarina e eu tô bem mais bronzeada!!), mas vale a intenção.
E tô deixando pra vocês a letra da música que Marcio vem tocando ultimamente, é a nova "trilha sonora" da casa. Foi a música que ele me ofereceu no dia dos namorados.
Musica de Armandinho, chama-se "Desenho de Deus" . Puxem no Kazaa pra escutar, e lembrem de mim!
"Quando Deus te desenhou
Ele tava namorando
Quando Deus te desenhou
Ele tava namorando
Na beira do mar
Na beira do mar do amor!
Na beira do mar
Na beira do mar do amor!
Papai do céu na hora de fazer você
Ele deve ter caprichado pra valer
Botou muita pureza no seu coração
E a sua humildade fez chamar minha atenção
Tirou a sua voz do própolis e mel
E o teu sorriso lindo de algum lugar do céu
O resto deve ser beleza exterior
Mas o que tem por dentro para mim tem mais valor
REFRÃO
Papai do céu na hora de fazer você
Ele deve ter caprichado pra valer
Botou muita pureza no seu coração
E a sua humildade fez chamar minha atenção
Da estrela mais bonita o brilho desse olhar
Diamante verdadeiro sua palavra foi buscar
O resto deve ser beleza exterior
Mas o que tem por dentro para mim tem mais valor"
beijos!
PS. Vou tentar scannear de novo mais pra frente e ver se a foto fica mais legal.
E quem sabe escrevo o relato da nossa história de amor, contando com mais detalhes nosso namoro, noivado, gravidezes, casamento, partos... É um romance lindo!
No último dia 02 desse mês de junho, Pedro Victor completou 6 anos.
Meu filho, meu amor, meu pequeno grande garoto.
Um dia escolheram a data de seu nascimento, interferindo no fluxo da natureza, mas hoje, olhando para seus olhinhos brilhantes, seu sorriso maroto, reparando sua esperteza e sua alegria de viver, só posso comemorar pela sua existência, pela lição de vida que me ensinou, e principalmente, pelo amor que antes de gera-lo em meu ventre, eu jamais imaginaria existir.
Vou falar um pouco de Pedro Victor, esse "figurinha" tão lindo e amado.
Pedro é um menino do tipo amigo de todos. É sociável demais, se dá bem com qualquer pessoa, em qualquer situação. A não ser que não queira... quando empaca, é que nem uma mula!
Nunca fez o estilo do moleque "tradicional". Não gosta de carrinhos, odeia futebol.
Gosta de Skate.
Mas seu negócio mesmo sempre foi usar as mãos e a imaginação...
Lembrei, por exemplo, de um outro aniversário, o de 3 anos. Que foi na praia e a maior parte dos convidados eram do condomínio. E eles não sabiam que Pedro não gostava do que muitos meninos gostam. Logo, foram chegando e enchendo Pedro de presentes como super carrinhos, helicópteros, bonecos de luta, etc.
E Pedro dizia "não quero esse, nem esse!"
Até que chegou sua avó paterna, com uma "lembrancinha"... Era uma caixa de massinhas e outra de giz de cera!
Pronto, foi o presente que Pedro gostou! E, como sempre, passou horas e horas brincando, desenhando, esculpindo, imaginando...
E olha que massinha nunca faltou em casa, não era nenhuma novidade!!!hehehe
Lembro da cena depois, eu empacotando todos os carrinhos e helicópteros novinhos para dar numa comunidade evangélica que ficava perto de onde morávamos!!:-)
Teatro é outra de suas grandes paixões... Pedro é artista, e arte está literalmente no sangue. Mas vou falar disso depois, em breve, pois quero dedicar um post só sobre isso.
Mas o que ele gosta mesmooooo, é de bricar lá fora! E lá fora pode ser no quintal, na rua, na praia,...
Moramos em casa, tanto eu como meus pais. Quintal e espaço não faltam!
Na casa dos meus pais ainda tem 2 cachorros, tinha coelho (que morreu ano passado), gramado, casa de bonecas, horta (que também "morreu" mas já estou providenciando a ressurreição!!). Sem contar a piscina, enorme, deliciosa.
Imaginem como ele e as irmãs se acabam de brincar...!
Pedro é menino livre, de pé descalço, solto, é do mundo.
Ninguém sobe em árvores como meu pequeno! Magrelo e ágil, sobe em segundos!
Também é caçador de lobisomens, e é bom nisso, segundo ele não escapa um!!!!
É caiçara, é de praia, surfista. Meu Pedro bronzeado a milanesa caindo no mar é a cena mais gostosa de se apreciar!
Pure. Nature.
Assim como é gostoso ouvir suas gargalhadas brincando na chuva, cheio de lama, fugindo enxarcado quando a gente diz que tá na hora do banho.
Pedro é independente, sempre foi. Com 1 ano e meio foi pra escola e a "tia" já havia reparado sua independência.
Eu crio assim. Bem longe de super-proteção.
Tô por perto, mas deixo viver...
Pedro sabe aprender sozinho. Meu filho é muito seguro. Testa, erra, aprende, acerta. E cresce.
Pedro também é peixe. Nada muitíssimo bem, atravessa a piscina, pula, mergulha, se vira.
E, acreditem ou não, NUNCA fez uma única aula de natação sequer.
Aprendeu a nadar, nadando.
Está aprendendo a viver, vivendo.
Ah, mas tem tanto de coisa boa que eu podia falar desse meu filho...
Mas Pedro não é só o lado bom, como todo mundo.
Meu filho sabe fazer uma pirraça. E é indeciso demais, típico de geminianos.
De uns tempos pra cá tá com mania de lutar (aprendeu na escola) e seu alvo preferido em casa é a Julia, sua irmã. Se fosse só lutar com ela, tudo bem, mas o fato é que ele luta por brincadeira, mas também pra descontar todo o ciúme que sente dessa menininha que veio roubar o seu reinado e dividir a mãe com ele!
E ninguém nesse mundo faz o Pedro calçar sapatos. É o Chico Bento, só anda descalço.
O único aluno da escola que frequenta aulas de sandália, ou chinelo. E em casa, mal entra e lá estão largadas as sandálias, ou o tenis (quando usa), cada par num canto, no meio do caminho, já pra gente tropeçar.
Apesar de ninguém em casa curtir usar sapatos, Pedro é o único que vai numa noite de frio à padaria descalço!!
E tem outras "cositas mas", como todo menino de 6 anos...
Pedro...meu filhoto.
Tá crescendo e se tornando um grande garoto!
Que não brinca de corrida de carrinhos, nem tem coleção de figurinhas da seleção.
Mas tá crescendo livre, sem imposições, sendo a criança que é, naturalmente.
Vai meu filho, corre e sobe na árvore pra ver se avista um lobisomem. Mas se começar a chover forte, entra hein.
Que amanhã cedo vamos fazer bolo de fubá, depois te levo no parque. Mas tem que ficar bonzinho, respeitar sua tia e parar de pintar o cachorro dela com guache!
Depois vai jantar, tomar banho e dormir. Que os anjos estão lá, no seu quarto, esperando pra velar teu sono de novo.
Te amo Pedrinho.
mamãe Carol
Amanhã tem Djavan. Eu amo. Nós vamos.
O final de semana teve muito sol e calor, mas não deu praia como estava em meus planos. Manuzinha ainda não estava muito legal da gripe.
E hoje vou aproveitar para falar sobre relacionamento, e o meu relacionamento.
Todo mundo tem comentado a separação do casal "Mr e Mrs Fenomeno"...
Que foi um casamento precipitado, que eles não se conheciam direito, que foi só paixão e não houve amor, que foi fogo de palha,...
Eu sinceramente, não tenho nenhuma teoria para o fim dessa breve história.
E nem quero ter, não me interessa.
Mas assistindo o fantástico ontem com meu marido e filhos na sala brincando, cheguei a uma conclusão e comentei com ele:
"Marcio, somos mesmo sobreviventes".
Somos...
Porque nós também fomos precipitados.
Nós engravidamos quando eramos apenas "ficantes".
Nós assumimos uma vida de casados quando eu já tinha mais de 4 meses de gravidez e estava chegando de outro país, onde ele não estave comigo, e onde eu descobri, sozinha, a gestação.
E essa vida de casados já começou com um filho, fruto de meu outro relacionamento, e que tinha 2 anos e meio, e que mal conhecia o "tio Marcio", e vice-versa.
E não conheciamos nossas famílias.
E nem tínhamos muitos amigos em comum.
E eu nem sabia seu nome inteiro...
Mas de alguma forma havia amor. Muito AMOR.
Porque nos apaixonamos não só um pelo outro, mas pela idéia de construirmos uma vida juntos.
Porque no momento em que decidimos levar a gravidez, decidimos que faríamos desse momento o mais importante de nossas vidas, e o mesmo faríamos da criança que habitava meu útero.
Porque nunca tivemos medo. Nem eu, nem o Marcio, nem meu filho.
Porque encaramos tudo sem pensar no que poderíamos estar perdendo, mas exaltando sempre o que estávamos ganhando: uma vida nova, que estava nos transformando a cada dia, nos fazendo cúmplices de cada momento e cada mudança, apoiando um ao outro e caminhando juntos.
Porque nunca nos importamos em abrir mão de tantas coisas, sabíamos que teria de ser assim e mergulhamos na idéia do novo, sem lamentar.
E foi-se embora cursos, faculdade, algum emprego, ...mas valia a pena.
E fizemos escolhas, Nossas Escolhas, baseadas no que queríamos, acreditávamos, no que éramos. E assim continua sendo até hoje.
Nunca demos ouvidos a ninguém, nem àqueles que desprezamos e também, nem àqueles que admiramos, porque sempre fomos donos da nossa vida, seguimos as nossas vontades e fizemos como quisemos. E assim continua sendo até hoje.
Claro que não somos um casal perfeito, e eu nem acredito que haja algum.
Casar pensando em perfeição é um grande passo para a infelicidade e a separação...
Nós brigamos sim, nós discutimos, tem mania dele que me irrita, tem mania minha que o irrita,...
Mas apesar das dificuldades, estamos sempre mais fortes, mais unidos, mais juntos.
Temos uma sintonia incrível, como disse nossa parteira, a Vilma.
E eu acho isso uma das nossas grandes vantegens. Sintonia.
É tanta que até para discutir há sintonia! Nunca alguém ganha ou perde, mas os dois crescem.
E assim vamos vivendo, e aprendendo, transformando o amor, que na minha opinião não acaba com o tempo - como dizem algumas pessoas -, mas se transforma.
E digo que somos sobreviventes pois nossa situação não foi apenas um casamento precipitado, com uma gravidez não planejada e fora de hora, num momento de paixonite aguda.
Foi uma história muito mais difícil que essa...
Foi o Marcio ganhar de presente uma esposa da noite pro dia, e que já veio com um filho na barriga e outro que não era filho dele de brinde.
Foi eu decidir abandonar a faculdade para me dedicar a gravidez e a luta por um parto normal após uma cesária, e convencê-lo a embarcar nessa comigo, e dispensar cada um dos meses restantes nessa busca pelo meu direito de dar à luz, sempre juntos.
Foi depois abrir mão de trabalho para ficar em casa cuidando dos meus filhos, amamentando a toda e qualquer hora, e fazer como eu queria e acreditava, que era estar próxima dos meus filhos durante o primeiro ano de vida de cada um, apesar da pressão alheia para que eu voltasse a trabalhar logo, e da juventude que insistia em me telefonar para ir ao bar a noite com o pessoal ver um amigo tocar violão...
Foi engravidar novamente, sem um puto no bolso, dependendo dos nossos pais e devendo sim alguma satisfação a eles, por RESPEITO, visto que eles é quem pagavam (e ainda pagam) algumas das nossas contas...
Foi atravessar os limites dos nossos corpos, comprometendo profundamente nossa saúde, em nome da nossa casa, dos nossos filhos, da nossa união.
Foi o Marcio levantar cedo para trabalhar, voltar no fim da tarde e mal ter tempo para tomar um lanche, e já voltar pra trabalahr de novo, até só Deus sabe que horas... Uma jornada de tantas e tantas horas de trabalho seguidas, provando para o mundo que era o cara mais trabalhador desse planeta, e que fazia isso por nós.
Foi eu dentro de casa enfrentando sozinha a difícil tarefa de ser mãe de 3 filhos, sendo um rapazinho e duas bebezinhas que mais pareciam gêmeas visto que a diferença de idade é muito pouca. E enfrentar sozinha madrugadas acordada, estando em pé no outro dia para começar de novo, provando para o mundo a mulher tão forte e mãe tão dedicada que eu sou.
E foi vencer tudo isso, e continuar juntos, seguindo a vida e aproveitando o que ela tem de melhor.
Como disse também nossa parteira, somos um casal FORTE e BELO, e assim continuaremos sendo.
E venha o que vier, que a gente tem a arma mais poderosa do mundo: AMOR.
Marcio, EU TE AMO E ME ORGULHO MUITO DE VOCÊ.
Foi com você que pude aprender muitas das maiores lições da vida, enfrentar as maiores dificuldades, viver os melhores momentos.
Foi com você que pude trazer nossa filha ao mundo, num momento só nosso, de corpo e alma nus, colocando no mundo um pedacinho do nosso amor, só nós dois sozinhos, alí num cantinho do nosso quarto, mostrando o quanto somos capazes de fazer juntos.
Somos mesmo muito capazes de coisas grandiosas juntos...
É com você que tenho vivido cada dia de minha vida, dias coloridos ou cinzas, e que valem a pena pois termino cada um deles ao seu lado, na nossa cama, segura de que não estou sozinha.
E pra quem perguntar porque eu acho que não deu certo o casamento do "Mr e Mrs Fenomeno"... Vou responder que não sei, e não sei mesmo.
Porque nenhum dos motivos dados são suficientes para um casal que realmente quer e se ama.
Só posso dizer que cada um escreve a sua história, e que só vira mesmo uma história quando há sinais de luta, de força e de muita, mas muita coragem.
Aos que fraquejam e se entregam, meus pêsames.
Que a nossa história é linda, cheia de coragem, e eu me orgulho muito dela!
Beijos
PS.: lembram Renato Russo... "Quero ouvir uma canção de amor, que fale da minha situaçao
De quem deixou a segurança do seu mundo, por amor
Por amor..."
Ser mãe é maravilhoso, é a maior, mais intensa e mais louca experiencia que uma mulher pode ter. De gerar, parir, cuidar, fazer crescer. Ser mãe não é fácil, mas é muito bom.
Só tenho a agradecer minha mãe, que as vezes dá umas "bolas fora" mas é a melhor do mundo (muito clichê isso?). LOVEYOU MÃE!
E agradecer aos meus filhos, por me permitirem viver esse amor tão infinito, por me permitirem crescer a cada dia, por me permitirem ser tão feliz. AMO VOCÊS TOQUINHOS!!!
Bom, vamos ao que interessa que é contar o dia das mães de uma mãe! Eu, no caso.
Meu dia das mães começou no sábado. E começou cedo. 9 da manhã tô eu lá na quadra alugada pela escola das crianças para poder participar da gincana.
Cheguei meio atrasada e enquanto o Pedro sentava na arquibancada para torcer por mim, escutei a coordenadora gritar "Carol, entra no clima!"
Bom, entrei né.
Olha, eu não tava a fim de ir, pra ser sincera, só fui pois o Pedro pediu mesmo. Mas valeu muito a pena, me diverti a beça!!!
As mães super bem humoradas, dispostas a pagar todos os micos e mais alguns!
E muita sacanagem também, claro, já que antes de sermos mães, somos mulheres, e das bem sacanas!
As brincadeiras ganharam nomes para ficarem mais "emocionantes"! Como a que tinha que ajoelhar em frente ao cone com as mãos para trás que virou "mamãe fazendo boquete no papai", entre outras...hehe
PS.:Óbvio que as crianças não ouviam, elas estavam na arquibancada, bem ocupadas em assistir as mães pagarem mico e se acabando de rir da nossa cara!!!!!
Foi muito divertido, ri muito.
No final teve uma apresentação surpresa. Disseram que não teria, então não levei as meninas. Putz, me arrependi muito pois foi muito bonitinho, sem contar que elas adoram se apresentar.
De qualquer forma não poderia levá-las já que meu excelentíssimo marido não quis acordar e elas não poderiam ir se ele não fosse. Fiquei P da vida já que eu tinha avisado sobre a gincana, que seria cedo e tal, e mesmo assim ele ficou namorando a cerveja até altas da manhã.
A tarde passamos todos juntos, deixei as crianças fazerem o que quiseram da casa. Me dei o direito de contemplar os três o dia todo brincando, rindo, se esbaldando. Não tem presente melhor no mundo para uma mãe do que ver seus filhos saudáveis, rindo, vivendo a vida, sendo felizes!
A noite foi de presentes, porque convenhamos, sou uma mãezona e mereço sim!!
Minha mãe me deu um sapato channel lindíssimo, que não faz mesmo o meu estilo mas certas situações o pedem!
Sim, eu é que deveria dar um presente a ela, e dei. Mas minha mãe é assim, aproveita qualquer data para encher as filhas de mimos...!!!!
Marcio se empolgou com o sapato e correu para o shopping me comprar outro presente. Eu, assim como quem não quer "nada", já tinha mensionado sobre uma blusa lindíssima que me apaixonei e estava crente que ele a compraria.
Ledo engano. Ele ama mesmo sapatos, e se empolgou com o meu!!!
Me troxe uma cinta-liga ma-ra-vi-lho-sa para eu vestir com o sapato, preta, linda, show! Amei!
Bom, me diverti muito mais de cinta-liga e salto alto do que me divertiria com a blusa!!!......
E o domingo foi em família, todo mundo reunido na casa da minha mãe (menos o Marcio que foi para a casa dos pais dele). Delícia, adoro. Comi horrores!
E voltei pra casa, pedi uma comidinha com o Marcio e ficamos divagando...
Quem é a infeliz que ousa dizer que a vida de mãe não compensa??? Quem é a louca que faz da tarefa de cuidar de um filho um martírio???
Quem é a coitada que vive vendo o lado "ruim" da maternidade (se é que dá pra falar em lado ruim, eu falo em lado difícil...)???
Oras, ser mãe é muito bom e o dia das mães (o domingo em que se comemora o dia das mães, visto que todo dia é dia das mães, das mulheres, etc) só nos faz lembrar o quanto somos abençoadas por poder dar a vida e ensinar o caminho para esses seres iluminados que chamamos nossos filhos.
Beijos mil
Sempre sonhei em morar em outro país por um tempo. Não viajar, morar mesmo.
Viver a cultura do lugar, seus hábitos, seu estilo de vida. Poder testar até onde eu me adaptaria.
Há tempos que eu havia escolhido alguns lugares charmosos, embora soubesse desde sempre para onde queria ir.
Planejei, me apertei, tive meus planos interrompidos algumas vezes, adiei, busquei e, 10 anos depois de ter sonhado com isso pela primeira vez, o universo conspirou a meu favor e eu poderia ir.
O lugar escolhido: San Francisco, north California, USA.
E a viajem estava marcada para 12 de setembro de 2001.
Bin Laden entrou nos meus planos 1 dia antes e derrubou minha expectativa como fez com as torres gêmeas. Minha viajem foi cancelada por hora.
Mas não sou de desistir dos meus sonhos, sou lutadora nata, vou atrás de tudo o que quero e acredito.
Não há nada até hoje que eu quis e não tenha realizado, nada.
E óbvio que me orgulho disso pois obstáculos aparecem e não desistir é o que nos leva a realização.
Corri atrás de tudo novamente, sem qualquer receio de ameaças terroristas, alta disparada do dolar, ou qualquer outra coisa, e remarquei a viajem. 17 de novembro de 2001.
Nada me impediria dessa vez.
São Paulo - Houston, Texas.
Algumas horas conversando com um famoso guitarrista de uma banda de hardcore e já exalando felicidade, enquanto esperava a conexão
Houston - San Francisco, California.
Me senti leve e feliz quando vi a cidade pela primeira vez. Olhar o céu sentindo a brisa do fim do outono foi realmente maravilhoso.
San Francisco é uma cidade charmosa, de clima leve, arquitetura particular, sem preconceitos, livre, de cuca legal.
Dos beatniks aos hippies e sua verdadeira filosofia de Paz e Amor, e a ênfase na liberdade e no respeito ao outro e à terra.
A famosa Golden Gate não é tão grande assim, mas a beleza do lugar inspira.
A Bay Bridge sim, enorme e imponente, mas não tão charmosa.
Como foi bom, caminhar por San Francisco e suas ladeiras que declinam em direção ao mar, ver o sol brilhar na marina.
Passear pelo animadíssimo Fisherman´s Wharf, a beira da baía, sem esquecer o famoso Pier 39.
Visitar Alcatraz e imaginar qual realmente era a cela de Al Capone.
Rir e conversar com os amigos bebendo drinks e algumas Budweisers nos Pubs a noite, ou dançar em algum Club famoso (sou mais os pubs).
E a psicodélica Haight Street e seu estilo que não deixa esquecer o quanto foi importante para os hippies, suas lojas, seu clima 60´s.
San Francisco sempre será a capital mundial dos hippies...
Pensar em Janis Joplin, Hendrix, é inevitável, assim como é inevitável não sentar e papear ao redor da Haight-Ashbury, que antes de virar "moda" foi "casa" de muita gente de flor no cabelo que buscava um mundo melhor.
Eu usei flor no cabelo em San Francisco.
Pegar o Bart (bay area rapid transit) e descer em Berkeley.
Passear pelo enorme Campus da universidade UC - Burkeley, conhecer alguma irmandade, depois caminhar pela Telegraph, comprar artesanato ao ar livre, e nas lojas, e assistir algumas "performs" numa rua ícone do movimento hippie.
Amanhecer e ver sua famosa fog cobrindo a cidade.
Subir todo santo dia a pé 5 longas quadras da famosa Powell Street para virar na Sutter, depois de descer do Bart na Powell Station, no coração de downtown, na Union Square.
Nela, na Powell, se encontra o início da linha do tão famoso e cartão postal da cidade, o Cable Car. Uma viajem a San Francisco jamais estará completa sem um passeio nele.
E as lindas casinhas "Painted Ladies" da Steiner Street, a Lombard Street e seu movimento torto, a fria Market Street, a elegante Fillmore St, a Van Ness, o lindo Palace of Fine Arts, Twin Peaks, Chinatown, ...
Momentos inesquecíveis de um pedaço da minha vida vivido intensamente, nos altos e baixos de suas colinas, em meio a sua tão característica fog...
Amigos queridos e que vão morar para sempre comigo, no meu peito e no meu album de fotografias.
Lugares e momentos que vão estar sempre vivos na minha memória
E mais tanta coisa que não vai caber nesse imenso post.
Sim, eu deixei, ao menos um pedaço, do meu coraçao em San Francisco.
Ps.: As fotos postadas não são as minhas pois não tenho como scanear aqui. Mais pra frente substituirei por fotos minhas, ou quando escrever novamente sobre SF...
E teve festa na casa, todo o pessoal do condomínio, mais meu avô que estava aniversariando, mais meus tios mais fofos do mundo, tio Sérigo e tia Eliana, mais minha prima Juliana com namorado Leandro, mais meus tios de todo o dia (porque nos vemos todos os dias!), Marília e Toninho, mais minha irmã e meu cunhado, e a outra irmã, e a amiga da irmã, o irmão do cunhado, a esposa e mãe da esposa do irmão do meu cunhado, mais meu primo gato Fred, Mari e o filhote lindo, o Enrico,... Ufa, tinha gente pra caramba!!! Festa total!!!!!
E eu com uma gripe... A última gripe forte que peguei assim faz exatamente 1 ano!
Tudo bem, é verdade que eu abuso mesmo, e muito!! Tenho que perder essa mania de achar que meu corpo é mais forte do que o da mulher maravilha, ou que eu só me abalo com criptonita...
Mas...Enquanto não perco a mania de wonder women, hehehe, passo a noite com mais de 40 graus de febre e no outro dia, vou pegar uma praia!!! E dá-lhe febre de novo no fim do dia!hehehe
Mas vale a pena, afe, e como!!!
Hoje já tô boazona (ou boazuda, pra quem preferir o termo!hahahahahaha)
Abaixo, fotos do domingo na praia!
Pedro brincando na areia
Marcio e Julia a milanesa
minha irmã Lívia, meu cunhado Carlinhos, Manu e Marcio
eu e meus filhos, num doce balanço a caminho do mar
Aqui em casa a coisa funciona na base do "nois se fode mas se diverte"!!!!
Mesmo quando estamos cansados, estressados e na lama, dá-se um jeito e a gente "relaxa e goza"!
I´m sorry, mas o papel de coitada reclamona não me cabe.
E pra manter o bom humor, nada melhor do que curtir a vida!! E, cá entre nós, só não curte quem não quer!
Aqui vão fotos de uma quarta ou quinta feira comum, semana passada ou retrasada (não me lembro quando tirei essas fotos, só me lembro que foi quando aprendi a usar o flash!hehe). Estávamos chatos e cansados, então decidimos: Vamos nadar!
Pronto, passou!
Beijos e sejam felizes meu queridos, que a vida é bela, a gente é que fode com ela!!!!!!!!
Marcio e Juju antes de dormir!
meu Pedro mergulhador noturno
Marcio é músico. Toca violão, guitarra, bateria, um pouco de baixo e percursão.
Somos uma família musical, porque eu sempre fui assim e ele também.
Minha vida sempre foi cercada de amigos músicos, encontros e reuniões onde há sempre um instrumento e alguém para tocá-lo, nem que seja um triangulo!
E Marcio toca desde sempre.
E música faz parte da nossa vida...
E não poderia ser diferente com as crianças, que também amam música e eu as mantenho em contato desde a gravidez, quando colocava minhas músicas prediletas, ou alguém tocava um violão bem pertinho da barriga.
E quando o Marcio está em casa, uma das atividades que mais gostamos é sentar com as crianças para tocarmos violão e cantarmos todos juntos.
As crianças fazem a "percursão", seja batucando numa latinha, ou numa caixa de sapatos!
Mas a maior parte do tempo elas cantam e pulam mesmo!
Ontem a noite estava muito quente e pensamos logo em ir para a pracinha, curtir a noite e tocar violão por lá. É uma delícia, adoro essa liberdade, e graças a Deus moramos numa cidade onde é possível sair a noite para brincar na rua com as crianças sem se preocupar com assaltos ou coisas parecidas!
Não sei como conseguiria viver numa cidade paranóica como São Paulo, trancada num apartamento sem poder sair nem para um passeio a pé com as crianças numa noite gostosa como a de ontem!
Enfim, acabamos não indo para a pracinha, e fizemos nosso som em casa mesmo.
E é sempre uma delícia, nosso repertório vai de Nando Reis à Palavra Cantada, passando por Djavan, Chico César, entre outros...
E a tal da Dona Aranha que tem que subir pela parede sempre entre o intervalo de uma música e outra! Exigência da minha filha, a Dona Manuela!
Colocando agora esses nossos momentos diários em palavras, me pego pensando em como somos felizes por sermos assim, desencanados, sem paranóias, deixando as crianças serem crianças e nos permitindo sermos o casal que somos...
Aqui uma foto tirada com o celular do Marcio. Desfocado porque tá todo mundo em movimento!
Coisa boa... Uma noite quente, meus amores, um violão...
Um beijo